Arquivo para Dezembro, 2006

Dialogando no ano que passou

Postado em Contos, Curtas Contados em 28 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Há anos em que as primaveras têm mais flores.
Há anos em que os carnavais são mais alegres.
Há anos em que nossas vidas parecem ser mais vida
Há anos em que os invernos não são frios, que nossos corações não consigam acalenta-lo.
Há anos em que a vida, ávida por viver, se torna mais bela.
Nestes anos, temos certeza que encontramos alguém especial.
Alguém para confiar, brincar, rir, chorar e amar.
Cada ano que fica, deixa consigo as dores do passado.
Cada ano que chega, trás consigo as alegrias de um futuro.
Que o branco da paz e o vermelho do amor não estejam somente em nossas roupas.
Que todas as boas cores da vida estejam cada vez mais vivas em nossos corações.

E há anos, meu filho, que a primavera é mais fraca, que os carnavais são menos vibrantes, que nossas vidas parecem que perderam o viço, que o inverno é mais cortante.
Mas as flores teimam em nascer, os foliões colocam as máscaras mais belas, o fio da vida se enfeita e o frio é temperado com lindas ondas que do sol emanam.
Isso parece ter muitos nomes, e o primeiro que me vem ao coração é Deus. E, a partir dele, é que a coragem chega e tudo é pura beleza.
Feliz ano novo.

Passada

Postado em Considerações em 28 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Está indo. Está passando a tristeza de ter perdido uma joia. Ja perdi outras joias antes, mas nenhuma que me marcasse tanto quanto aquela. Então. Diferente do ano passado, vou me afogar em lágrimas…
As vezes não queria que tivesse sido tão bom. Para que pudesse aceitar melhor o “tão ruim”

Tristeza mórbida…

Postado em Considerações em 9 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Que pecado incomensurável cometi essa semana. A chuva que assolou minha cidade na última terça-feira foi algoz de um dos contos mais belos escritos por Mat Brown. Minha negligencia foi histórica. Deixei minha pasta onde guardo os contos esquecida no banco de uma praça aconchegante que tenho o costume de visitar para me sentar, e ler os contos que me foram deixados.

Ao começar a chuva, corri para não me molhar… Assim esquecendo minhas relíquias…
Por sorte a pasta é feita de couro e os papeis que estavam dentro quedaram intactos. Porém, o conto que eu lia no momento estava fora da pasta. O vento e a água o levaram. Nenhum de vocês tem a imaginação sórdida o suficiente para vislumbrar a dor que eu sinto em perder tal relíquia!

Como sou indigno de tais preciosidades… Antes outra pessoa as tivesse achado. Tristeza mórbida essa que me corrói por dentro…

Brigas e corações

Postado em Contos em 3 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Já passava de duas da manhã, ou eram três? Ele se revirava na cama sem poder dormir. Os fogos de reveillon ainda ecoavam em sua cabeça. Mais constante que isso só a imagem dela, em sua melhor fotografia, marcada a ferro e fogo em sua cabeça. Os gritos daquela última briga ocupavam o espaço restante em sua cabeça. Discutiam por nada, ou por tudo. Qualquer coisa já era um motivo suficiente. Uma saia mais curta, ou dez minutos de atraso…

Será que daquela vez era definitivo? Pensara assim todas as outras vezes. Mas dessa vez era diferente. Aquele tom, ela nunca tinha usado. Nunca antes havia saído assim, sem dar notícias, nem voltado tão tarde.
Levanta, olha as horas, não as assimila, olha por olhar. Vai ao banheiro, lava o rosto, bebe água e se olha no espelho. Não reconhecia o próprio rosto. Sem ela, era irreconhecível até mesmo para seu eu lírico. Eu – pensou – palavra que há muito não usava. Preocupava-se mais com o Nós do que com o Eu. Seria esse o erro? Já ouvira falar, nessas telenovelas, que muitos casais se separavam falta de Nós, nunca por excesso.

Perdera totalmente a noção do tempo. A cronologia não lhe fazia mais sentido. Levava consigo mesmo, uma vida anacrônica. O anel na mão esquerda acusava cinco anos. Em sua mente, o limiar entre o amor e a cricunspecção afinava-se a cada pensamento com o nome dela.
Aquela porta maldita não se abria. Aqueles cabelos dourados teimavam em não chegar. Aquela boca doce teimava em não falar que sentia muito por tudo, e que lhe amava. A vida teimava em ser real.

Lera uma vez, também não se lembra onde, que as brigas afastam os corações. Teriam brigado tão constantemente que os corações não sabiam mais o caminho de volta? Quanta bobagem. Corações não andam, corações não pensam, corações não amam. Corações apenas batem.

Naquele mesmo momento, enquanto divagava sobre seu reflexo, o tempo, a porta e os corações, a porta se abre, seu semblante muda, e seu coração palpita mais forte. Era ela, naquele mesmo vestido branco, que corre até o banheiro e abraça forte.
Sinceramente, não fazia mais a menor diferença quem brigara primeiro, ou de que lado imperava a razão. O caminho de volta ela ainda conhecia. E se não o lembrasse, poderia seguir o mesmo brado cordial que a guiara todas as outras vezes.

Mais um pouco sobre Matthews Brown

Postado em Considerações em 3 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Matthews Brown.
Não sei muito sobre esse escritor de histórias. Sei que morreu por volta dos seus vinte e cinco anos e deixou uma vasta coleção de contos.
Pelo que escreve, parecia ser uma pessoa pacata, não gostava de badalações. Romântico, temperamental e, infelizmente, depressivo. Tanto amor e depressão, aliados à grande quantidade de remédios que encontrei em sua casa, podem ter sido causadores de sua morte. Fiquem comigo para me ajudarem a descobrir um pouco mais sobre Mat Brown. Algo pode ter passado em abes a mim e vocês me ajudarão a descobrir!

Um começo…

Postado em Considerações em 2 Dezembro, 2006 por Assessor de Imprensa

Começarei com uma série de contos não-publicados de Dr Brown.
Contista dedicado, nunca teve coragem de publicar o que escrevia. Depois de sua misteriosa morte em 25/01/05, investiguei seus pertences, baús, caixas e gavetas a fim de encontrar algo que explicasse o real motivo de sua morte. Acabei por encontrar uma carta. Esta carta me indicava a um site onde todos os seus contos estavam armazenados. Esta carta me mandava entregar esses contos a uma pessoa especial. Uma mulher. Minha incompetência não permitiu que eu a encontrasse. Resolvi então publicar os contos, no intuito de que a dama, real dona desses contos, se identificasse nas leituras e soubesse de todas as verdades que Brown tinha a lhe dizer. Como não tenho contatos com editoras, jornais ou revistas, uso esse modesto artifício virtual para que o seu último desejo seja realizado!
De fato é uma bela leitura a todos nós. Não só para a dama, provável protagonista das histórias que se narrarão a seguir.
Aproveitem….