Mas por que “Doutor”?

Esses dois últimos textos que coloquei neste espaço destoam um pouco dos demais encontrados na casa de Dr Brown. O primeiro que falava do ano novo, ao que parece ele escreveu junto com alguém que lhe chamava de “filho”. Provável que seja sua mãe. Não sei por onde essa senhora anda. Procurei inúmeras vezes, mas os telefones encontrados não existem mais.

Já o segundo texto foi encontrado em uma outra pasta. Anexado a uma carta que recebeu de uma amiga. Junto com o texto e a carta, havia uma nota manuscrita que dizia: Sabia que esse texto a faria mudar de idéia. Então se entende que ela tinha uma carta para ele e estava relutante em mandar. Ao que parece ele a convenceu a entregá-lo a carta. É uma bela carta, que infelizmente não poderei publicá-la aqui.

Agora me passou pela cabeça: Não comentei porque chamo Matthews Brown de “Doutor”. Vasculhando seus pertences, encontrei uma carteira de advogado e um diploma de faculdade. Por isso o apelidei de Dr.Brown. Foi-se cedo. Futuro brilhante o aguardava. Nas letras e nas leis…

3 Respostas para “Mas por que “Doutor”?”

  1. Mr. Balzary Diz:

    Acho que posso sintetizar o comentário aqui.
    Acho que cartas são como os dias. Com um começo, um meio e fim.
    Como dias de carnaval, onde tudo passa tão rápido, e numa intensidade imensurável.
    Ou dias de primavera, um passeio no parque. A descrição. A exposição do que se sente.
    Mas é totalmente compreensível o dito destom, mas também é inégável a conexão com o imaginário do autor.
    Afinal, as linhas podem traçar de diversas formas o que se quer, mas a essência, a raiz, a origem, é unica.

  2. Começo de ano. Ainda nada nas ruas a não ser os restos de 2006.
    Pessoas começam nova e lentamente mais um ano.
    Me concedo então passear por entre páginas.
    Quero algo novo, algo a ser descoberto e por que não dizer conquistado.
    Eis-me aqui para ler-te e quem sabe fazer parte de tuas letras.
    Quero repousar meus olhos em textos que me façam voar…
    Permita-me desejar um 2007 repleto de coisas boas onde deixo folhas secas espalhadas pelo teu chão.
    Quem assina? Eu, Simplesmente Outono.

  3. Belas, preciosas e não menos precisas palavras deixadas em minha estação.
    Concordo docemente contigo.
    Mais algumas folhas secas desta que vos fala.

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